Pendurado na derradeira fracção da noite, sinto uma inundação de mel transbordado duns olhos pregados na última galáxia, ao lado dos pés de Cristo.
Na pulsação da sensatez, tento reunir condições para acreditar que a vida toda é pouca para doutrinar os sonhos de Eros.
Sei que existe Alentejo na íris do meu desejo e que as convenções foram inventadas para aqueles que querem viver duas vezes. Na nave central da vida, garanto que em redor impera um cinzento polido pelos mestres avant-garde da razão.
Não, não me sento. Só paro para morrer.
E é deste ponto indizível que te beijo os lábios.
domingo, 2 de maio de 2010
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