Dança nua para mim.
Tira o preconceito e o peso do mundo!
Dança nua para mim.
Tira a dor, o medo, a tristeza, o cansaço.
Mas, dança nua para mim...
Livre e de sorriso despregado ao vento!
Apenas com o que tu és.
Encanta-me.
Encanta-te.
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domingo, 31 de julho de 2022
Encantamentos
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Fernando Fidalgo,
setembro 2021
Manifesto da permanência
Ainda se pode flagrar o amor nos umbrais da sua haste
na fuga que renasce todos os dias
no circuncentro da tentação e sonho
na fuga que renasce todos os dias
no circuncentro da tentação e sonho
Uma memória, um braço de mar
uma ave, um raio de sol.
a vida gritada com a boca do coração
uma ave, um raio de sol.
a vida gritada com a boca do coração
E no luar dos meus olhos
apenas o teu rosto
Permanece!
apenas o teu rosto
Permanece!
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Fernando Fidalgo,
janeiro 2018
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Somos assim
Somos aves já sem sombra sobre a terra.
Variações no limiar do olhar.
Um fio de luz que rasga o céu.
Somos a terceira margem num rio de metáforas.
Agitação no suor de uma lua nova.
Uma estrada sem paragem rumo à raiz dos carvalhos.
Somos a música que escapa à harpa.
Notas brancas que rebentam no peito.
Mãos esticadas à memória dos segundos.
Somos pedras esculpidas que caiem do olhar.
Templos romanos sufragados no amor.
O alicerce que nega a dor.
Somos a hábil fuga do silêncio.
Donairosas representações da viagem.
A ortografia do mel.
Somos tudo.
Somos nada.
Um ponto.
Um porto.
Um beijo.
Uma flor.
Variações no limiar do olhar.
Um fio de luz que rasga o céu.
Somos a terceira margem num rio de metáforas.
Agitação no suor de uma lua nova.
Uma estrada sem paragem rumo à raiz dos carvalhos.
Somos a música que escapa à harpa.
Notas brancas que rebentam no peito.
Mãos esticadas à memória dos segundos.
Somos pedras esculpidas que caiem do olhar.
Templos romanos sufragados no amor.
O alicerce que nega a dor.
Somos a hábil fuga do silêncio.
Donairosas representações da viagem.
A ortografia do mel.
Somos tudo.
Somos nada.
Um ponto.
Um porto.
Um beijo.
Uma flor.
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Agosto 16,
Fernando Fidalgo
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Essências
Com um pouco mais de tela... seria arte
Com um pouco mais de lágrima... seria rio
Com um pouco mais de azul... seria céu
Com um pouco mais de horizonte... seria ave
Com um pouco mais de riso... seria loucura
Com um pouco mais de sonho... seria amor
Com um pouco mais de sol... seria fogo
Com um pouco mais de carne... seria pecado
Com um pouco mais de ti... seria poema
E no imomerial olhar dos anjos
Seriamos eternos
Com um pouco mais de lágrima... seria rio
Com um pouco mais de azul... seria céu
Com um pouco mais de horizonte... seria ave
Com um pouco mais de riso... seria loucura
Com um pouco mais de sonho... seria amor
Com um pouco mais de sol... seria fogo
Com um pouco mais de carne... seria pecado
Com um pouco mais de ti... seria poema
E no imomerial olhar dos anjos
Seriamos eternos
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Agosto 14,
Fernando Fidalgo
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Talvez
Talvez não tenhas dormido nua
para me ofereceres o teu corpo
como uma rosa se oferece à primavera,
para me ofereceres o teu corpo
como uma rosa se oferece à primavera,
Talvez não tenhas encontrado em teus pensamentos
as jónicas formas dos meus ombros
para te segurares à vida
como a lua se segura à noite,
Talvez não tenhas procurado no meu peito
o colo do teu rosto
com a mesma ânsia
com que uma barca se faz o mar,
Talvez não tenhas sentido nas linhas das minhas mãos
o poder do sincrético carinho
com o mesmo destino
com que uma abelha beija a flor,
Talvez não tenhas visto no meu sorriso
a viva linguagem do amor
com a mesma força
com que o vento abraça o mar,
Talvez nem sequer te tenhas lembrado de mim...
E eu...
Talvez nada tenha dormido
com receio de não sonhar contigo!...
as jónicas formas dos meus ombros
para te segurares à vida
como a lua se segura à noite,
Talvez não tenhas procurado no meu peito
o colo do teu rosto
com a mesma ânsia
com que uma barca se faz o mar,
Talvez não tenhas sentido nas linhas das minhas mãos
o poder do sincrético carinho
com o mesmo destino
com que uma abelha beija a flor,
Talvez não tenhas visto no meu sorriso
a viva linguagem do amor
com a mesma força
com que o vento abraça o mar,
Talvez nem sequer te tenhas lembrado de mim...
E eu...
Talvez nada tenha dormido
com receio de não sonhar contigo!...
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Fernando Fidalgo,
Jul 14
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Aprendiz de sonho
Como seria bom levar-te pela mão junto ao rio e
mostrar-te como se desobedece o silêncio
enquanto uma borboleta se eleva no pensamento.
mostrar-te como se desobedece o silêncio
enquanto uma borboleta se eleva no pensamento.
Como seria bom acender uma palavra pura
para que pusesses sentir um pequeno deus
abrir uma clareira no verão só para te revelar
porque o sonho nasce no inicio do sorriso.
para que pusesses sentir um pequeno deus
abrir uma clareira no verão só para te revelar
porque o sonho nasce no inicio do sorriso.
Como seria bom pousar as mãos na geografia do teu rosto e
demonstrar-te todos os incêndios da noite
na brandura de um desprendido nada.
demonstrar-te todos os incêndios da noite
na brandura de um desprendido nada.
Estou farto da perseguição desta lucidez contemporânea
que nos condena ao logro e
nos torna reféns de um perfeito abandono.
que nos condena ao logro e
nos torna reféns de um perfeito abandono.
Prefiro despir-me e deitar-me inocentemente nu nas margens e
reaprender a nomear a pele, assim,
como um aprendiz de sonho.
Ali, mesmo ao teu lado!reaprender a nomear a pele, assim,
como um aprendiz de sonho.
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Fernando Fidalgo,
Junho 12.
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